Compus Casa de Vó para processar o luto da perda da minha avó e preservar os momentos felizes que compartilhamos juntas. Essa é uma música sobre acolhimento, simplicidade e também sobre ter um lugar mágico no mundo das memórias afetivas onde podemos nos sentir amados por alguém especial.
No meu caso foi a minha vó, e essa música é uma homenagem à ancestralidade feminina e sua capacidade de semear carinho por gerações.
Possíveis efeitos colaterais:
saudade, sorriso, conforto, nostalgia e aperto no coração.
Avó sabe como fazer a gente se sentir em casa né?
E poxa, é tão legal ter essa oportunidade de ser cuidado por alguém que só quer o nosso bem.
A ancestralidade feminina valoriza o trabalho feito com as mãos e o coração, resistindo ao tempo e à tecnologia. A arte das mães e avós faz uma espécie de carimbo em nossos corações com seus bolinhos, artesanatos, músicas, histórias, chás que curam tudo, festinhas, fantasias improvisadas, e dicas de como cuidar para que as coisas que amamos nunca acabem. As mulheres carregam uma carga mental enorme cuidando das próximas gerações, dos homens e umas das outras.
Na maior parte das vezes, o cuidado que as mulheres exercem não é valorizado, reconhecido e nem remunerado financeiramente de forma justa. A arte das nossas ancestrais foi passada na oralidade, na simplicidade de mulheres tiveram muito menos acesso a estudo, livros, tempo livre e independência financeira. Casa de Vó serve como um lembrete para honrarmos essas mulheres mágicas que vieram antes de nós, carregando uma bagagem de tradições e sabedoria, passadas pra frente em pequenos gestos cuidado.
Muitas dessas mulheres sacrificaram seus sonhos pessoais para que os filhos e mulheres das próximas gerações pudessem fazer melhores escolhas. Somos resistência através do amor que deixamos no mundo. Eternizo aqui o meu amor em forma de música.
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